quinta-feira, 12 de março de 2009

Ministro volta a defender o refúgio concedido a Cesari Batisti

Convocado por diversas comissões do Senado Federal;entre elas destacam-se as Comissões de Direitos Humanos e Relações Exteriores;o Ministro da Justiça Tarso Gemro afirmou que por trás da campanha pela cassação do refúgio concedido ao comunista italiano Cesari Batisti;há um preconceito ideológico cujo principal objetivo é pressionar o Supremo Tribunal Federal e a população brasileira pela extradição do Italiano.
Na Itália Cesari foi condenado a prisão perpétua pelo assasinato de ilustres personagens da política local no período em que pertenceu às Brigadas Vermelhas-Proletários Armados pelo Comunismo.Parentes das vítimas tem pressionado o Governo Italiano pela extradição de Batisti e consequentemente,parlamentares italianos tem visitado o Brasil na esperança de conseguir do governo a desejada extradição.
Recentemente uma missão integrada por quatro parlamentares italianos visitou Brasília mas a assessoria do Ministério da Justiça declarou que seu titular;Tarso Gemro,não receberia os visitantes por considerar que estes tentariam convence-lo da extradição.O governo italiano impetrou uma ação no Supremo Tribunal Federal com o intuito de recuperar Batisti judicialmente,até então o processo corre e o Governo Brasileiro reforça os argumentos de que a decisão de conceder refúgio ao italiano deve-se ao fato do mesmo ser vítima de perseguição político-ideológica de acordo com as leis brasileiras;o que põe no mesmo ringue as leis dos dois dois países.

Renato Dias
Um estudo publicado hoje pelo IBPT-Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário,revelou que a cada segundo a população brasileira destina aos cofres da Receita Federal o equivalente a R$35 mil reais.O estudo foi feito com base nos números apresentados pelo impostômetro da Associacão Comercial de São Paulo;localizado na rua Boa Vista,e traz a luz mais uma vez o peso da carga tributária brasileira.De acordo com o estudo a cada 2 minutos a população paga o equivalente a R$4,200 milhões de reais em impostos,valor que não deixa de comprovar a fome do Estado por tributos que na maioria das vezes não são investidos no mesmo vigor com o qual são recolhidos.

Renato Dias

sábado, 7 de março de 2009

Notas póstumas de um carnaval

Ao som de marchinhas de carnaval-mentira,eu escrevo essa coluna.Destinada a você brasileiro patriota,adorador do verde lama,do amarelo diarréia e do azul "blue ice" de boteco de esquina.Você nacionalista que não é de direita mas repudia a esquerda.Você que acredita que bandido bom é bandido morto e que policial não mata;purifica a sociedade.
Esse texto de péssima qualidade aos olhos alheios destina-se especialmente aos críticos do carnaval.Pessoas adoráveis,desenvolvimentistas e estadistas de mão cheia que consideram este fenômeno cultural um retrocesso para o país.Sim senhores proprietários da verdadeira intelectualidade,esse texto foi feito em homenagem a vocês.
Para ìnicio de bagunça eu não tenho nada contra o carnaval.É inegável que nestes dias muitos exagerados saem
às ruas dando fim às suas vidas ou à outras vidas mas hoje em dia;isso ou é aceitável ou não é mais tão importante para as contas da nossa adorável e controlada:salpicada de uma forte intenção comercial;imprensa brasileira.
De qualquer forma,o carnaval representa um fenômeno cultural e também comercial.Nele a indústria de vícios ganha mais quando tem suas contas comparadas a períodos comuns.Analisando a indústria de cigarros e de bebidas alcólicas percebemos o quanto elas ganham quando favorecidas pelo sentimento de auto-destruição que atormenta nossos foliões.Consequentemente o governo ganha mais com impostos e todo mundo sai feliz com a devida excessão dos alcolatras;que no dia seguinte acorda internado, e os tabagistas assíduos que acordam daqui à alguns anos com o pulmão inutilizado.
No carnaval existe algo chamado de "promiscuidade",coisa de papa entediado e solitário mas com as coisas de Deus não se brinca,acho que acabo de cometer um pecado.De qualquer forma,a promiscuidade não é nada mais nada menos que um sentimento de liberdade sexual,um desejo forte de idolatria ao prazer físico.Claro que isso parte de cada um e por isso parte de mim o alerta para que com o tempo tudo isso não se torne leis naturais,tipo aquela coisa da lei dos mais fortes.Espero que num futuro quase presente ser um "pegador" não se torne regra com punição prevista em lei.
Uma das coisas que mais gosto do carnaval é a liberdade provisória que normalmente é concedida a contragosto pelo mundo em que vivemos.Refiro-me a liberdade de vestir-se como desejar,ser o que desejar ou mostrar seu verdadeiro ser de acordo com o que sempre desejou.Infelizmente vivemos numa sociedade profundamente preconceituosa que não costuma admitir tal pecado.Sem a percepção geral comete-se grandes preconceitos com relação a comportamentos individuais,algo condenável à distânçia mas aceitável pela grande maioria.
No carnaval as pessoas podem livrar-se de suas roupas sem que nossas autoridades onipotentes,competentes e onipresentes limitem nossos passos.Normalmente,quando um cidadão livra-se de "sua moral" para defender alguma causa,surgem de todos os lados seres far5dadados,auto-intitulados superiores ao resto de nossa sociedade.Sim caro leitor,quando uma pessoa comum tira a roupa para defender suas idéias leva borrachada até virar cidadão e senão virar....
Eu aplaudo a beleza do carnaval por ver nele a felicidade dos pobres e dos ricos.No carnaval as pessoas sorriem de verdade sem pensar no que dirão de sua dentição,seja ela dentadura ou não.Não sou muito fâ de sambódromos e nem daquele samba competitivo mas gosto muito do nosso velho carnaval de rua,não há crise econômica,guerra,pecado,fim de mundo ou lei que proiba o povo de sentir-se livre em épocas como estas.Quue os Senhores da Pátria procurem minhocas em macarronada ao invés de incomodarem uma festa típica do pedaço de terra que eles chamam de seu país.

Por Renato Dias de Sousa.