Ao som de marchinhas de carnaval-mentira,eu escrevo essa coluna.Destinada a você brasileiro patriota,adorador do verde lama,do amarelo diarréia e do azul "blue ice" de boteco de esquina.Você nacionalista que não é de direita mas repudia a esquerda.Você que acredita que bandido bom é bandido morto e que policial não mata;purifica a sociedade.
Esse texto de péssima qualidade aos olhos alheios destina-se especialmente aos críticos do carnaval.Pessoas adoráveis,desenvolvimentistas e estadistas de mão cheia que consideram este fenômeno cultural um retrocesso para o país.Sim senhores proprietários da verdadeira intelectualidade,esse texto foi feito em homenagem a vocês.
Para ìnicio de bagunça eu não tenho nada contra o carnaval.É inegável que nestes dias muitos exagerados saem
às ruas dando fim às suas vidas ou à outras vidas mas hoje em dia;isso ou é aceitável ou não é mais tão importante para as contas da nossa adorável e controlada:salpicada de uma forte intenção comercial;imprensa brasileira.
De qualquer forma,o carnaval representa um fenômeno cultural e também comercial.Nele a indústria de vícios ganha mais quando tem suas contas comparadas a períodos comuns.Analisando a indústria de cigarros e de bebidas alcólicas percebemos o quanto elas ganham quando favorecidas pelo sentimento de auto-destruição que atormenta nossos foliões.Consequentemente o governo ganha mais com impostos e todo mundo sai feliz com a devida excessão dos alcolatras;que no dia seguinte acorda internado, e os tabagistas assíduos que acordam daqui à alguns anos com o pulmão inutilizado.
No carnaval existe algo chamado de "promiscuidade",coisa de papa entediado e solitário mas com as coisas de Deus não se brinca,acho que acabo de cometer um pecado.De qualquer forma,a promiscuidade não é nada mais nada menos que um sentimento de liberdade sexual,um desejo forte de idolatria ao prazer físico.Claro que isso parte de cada um e por isso parte de mim o alerta para que com o tempo tudo isso não se torne leis naturais,tipo aquela coisa da lei dos mais fortes.Espero que num futuro quase presente ser um "pegador" não se torne regra com punição prevista em lei.
Uma das coisas que mais gosto do carnaval é a liberdade provisória que normalmente é concedida a contragosto pelo mundo em que vivemos.Refiro-me a liberdade de vestir-se como desejar,ser o que desejar ou mostrar seu verdadeiro ser de acordo com o que sempre desejou.Infelizmente vivemos numa sociedade profundamente preconceituosa que não costuma admitir tal pecado.Sem a percepção geral comete-se grandes preconceitos com relação a comportamentos individuais,algo condenável à distânçia mas aceitável pela grande maioria.
No carnaval as pessoas podem livrar-se de suas roupas sem que nossas autoridades onipotentes,competentes e onipresentes limitem nossos passos.Normalmente,quando um cidadão livra-se de "sua moral" para defender alguma causa,surgem de todos os lados seres far5dadados,auto-intitulados superiores ao resto de nossa sociedade.Sim caro leitor,quando uma pessoa comum tira a roupa para defender suas idéias leva borrachada até virar cidadão e senão virar....
Eu aplaudo a beleza do carnaval por ver nele a felicidade dos pobres e dos ricos.No carnaval as pessoas sorriem de verdade sem pensar no que dirão de sua dentição,seja ela dentadura ou não.Não sou muito fâ de sambódromos e nem daquele samba competitivo mas gosto muito do nosso velho carnaval de rua,não há crise econômica,guerra,pecado,fim de mundo ou lei que proiba o povo de sentir-se livre em épocas como estas.Quue os Senhores da Pátria procurem minhocas em macarronada ao invés de incomodarem uma festa típica do pedaço de terra que eles chamam de seu país.
Por Renato Dias de Sousa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário