A sociedade humana é uma vitrine de si própria.O simples ato de manter seus olhos abertos enquanto orienta seus pés pelas calçadas esburacadas, já é um estudo de campo do comportamento alheio.
Há 48 horas atrás eu me encontrava sentado em um dos ùltimos bancos da linha Terminal Bandeira, com destino a Galeria do Rock; cujo título oficial não é bem esse aí mas enfim.Desfrutando de minha hiperatividade, eu desisti de acompanhar as músicas do meu pequeno mp alguma coisa coisa através de batidas no vidro da janela e passei a observar; sem a menor cerimônia; os semblantes das pessoas que tomavam aquela linha.
Isso é inútil sim e não vou nega-lo mas, constatei o quanto é curioso o fato das pessoas se silenciarem de forma tão deprimida quanto recolhidas em torno de si próprias.Quando nós somos adolescentes temos uma sensibilidade maior a essas observações incomuns, principalmente eu que costumo ter como principal compania nestas horas ninguém mais, ninguém menos do que eu mesmo.As pessoas trocam olhares, procuram um espaço para apoiar seus corpos cansados, procuram na paisagem cotidiana um fato capaz de entretê-los mesmo que por pouco tempo e a única coisa que conseguem deslumbrar são carros e pessoas, pessoas e carros; quase sempre envolvidos em uma relação mútua: os carros levando as pessoas que dirigem seus carros.Nada mais.
Alguns e eu sou um exemplo; preferem se internar em incomôdos fones de ouvido ao invés de mergulharem no silêncio tumular de ambientes como este.Trata-se de um egoísmo nojento mas é preferível da minha parte manter-me dedicado as músicas do que a observar olhares tristonhos, e enquanto tudo isso acontece sacio a minha inquietude tocando nos vidros laterais dos ônibus, observando o mundo externo sem a menor intenção de encontrar nele algum entretenimento que me agrade.
Também observei a resignação com que se comportam algumas espécies de pessoas, principalmente mulheres e garotas e, de certa forma; faria o mesmo se tivesse nascido como mais um do sexo oposto.Elas evitam se sentar entre dois homens e principalmente no fundo dos ônibus, onde já dizia minha mãe que só se se acomodam ali assaltantes e adjacências, inclusive já tentaram me roubar no fundo de um ônibus mas toda a ação fracassou.
Enquanto minhas pernas se esforçam para transpor os obstáculos das calçadas e ruas da cidade, meus pensamentos se mantém em desordenada pesquisa e tudo o que eu disse aqui não passa de um desabafo, por isso o título aos 18 porque quando se chega a esta idade a necesidade de abrir o jogo se torna maior já que por parte dos mais velhos há uma surdez epidêmica em relação a nós, e sempre que nos manifestamos somos alvejados por críticas prevísiveis cheias de clichês.
Se a juventude está perdida os adultos estão embriagados pela morfina social com a qual foram tratados durante tantos anos.
Renato Dias de Sousa, sem nada mais a dizer nem a fazer.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
"A diplomacia rubro-vesga dos sub-desenvolvidos"
IIIª Parte.
No terceiro e ùltimo capítulo desta pequenina série de textos, eu pretendo me focar exatamente na diplomacia brasileira e sua postura diante de casos como os que mencionei nos dois posts anteriores.
Os fatos que exigiram uma maior participação do Itamarati lançaram luz sobre a postura da diplomacia brasileira.Durante o Governo Lula o Ministério das Relações Exteriores; comandado por Celso Amorim; adotou como política básica a não interferência do país em questões internas de outras nações.Esse comportamento chegou a atrair para o país críticas com relação a forma com que o Planalto abordou o programa nuclear iraniano, ignorando as ameaças proporcionadas por uma possível vocação armamentista para o projeto, inclusive; em Novembro o presidente Mahmoud Armadhimejad deve visitar o país em viagem oficial e várias instituições religiosas já se manifestaram contrárias a vinda do mandatário que se recusa a reconhecer o holocausto, além de anunciar publicamente que o Estado Israelense é o principal inimigo de seu país cabendo aos iranianos derrubar o regime semita.
Outro comportamento estranho do Itamarati é a forma com que ele trata seus companheiros de continente.Recentemente, o governo colombiano anunciou um acordo militar com os Estados Unidos oferecendo às forças americanas a construção de bases em seu país.Imediatamente toda a esquerda eleita da região apanhou seus tambores e num ritmo frenético alvejou o projeto colombiano, convocando para o fato uma reunião extraordinária da OEA.Sem sombra de dúvida; assim como declarou o Presidente Lula inicialmente; o convênio entre as duas nações constitui a quebra da soberania continental, por mais que oficialmente este acordo tome como objetivo principal o combate ao narcotráfico instalado na região, que tem como clientela mais prospéra a sociedade americana.
O Presidente Venezuelano, Hugo Chaves, chegou a romper relações diplomáticas com o "colega" Alváro Uribe, o que não é muito díficil de acontecer já que há mais de uma década Chaves tem se mostrado preciptado e ignorante mesmo quando trata de assuntos sensíveis.Durante as sucessivas reuniões com os presidentes das nações vizinhas, Uribe se explicou mais de uma vez alegando que o acordo tem como função enfrentar o narcotráfico que constitui a muitos anos o maior problema de seu país.Seu encontro com o presidente brasileiro acabou amenizando o entrave diplomático na região porém as críticas ao projeto persistiram e mesmo assim, a Colômbia não recuou do plano original.
Não há dúvidas sobre o fato de que acordos militares como este só reforçam o cenário de "Guerra Fria" instalado no continente.Temos a Venezuela revigorando sua frota militar através da compra de diversas unidades russas, desde helicópteros até aviões das mais avançadas tecnologias homicidas.A Colômbia reforçando sua capacidade bélica sob o argumento de estar em guerra com o narcotráfico, adquirindo não só o que os Americanos tem de melhor em sistemas de combate mas também importando soldados daquele país, ou seja, mais uma vez Russos e "Yankes" financiam exércitos estrangeiros.Sem contar a compra de caças pelo governo brasileiro e provavelmente o aparelho francês deve mais uma vez, reforçar a frota nacional e por fim; os Equatorianos estão negociando com o "companheiro Chaves" a aquisição das ruínas de combate aéreo da Venezuela, lembrando que a Força Aérea Venezuelana é composta de modelos Mirage que são de origem francesa, os mesmos que durante anos serviram aos céus brasileiros e que hoje estão entrando para a aposentadoria.
O que quero deixar bem claro que é que a eleição da ala mais pseudo-socialista da esquerda latina, tem transformado a chancelaria de todos os países da região num grande palanque político-partidário.O próprio Celso Amorim se filiou ao PT recentemente.Hoje o Itamarati não é mais sinônimo de moderação como foi até alguns meses no passado.Se tornou mais um gabinete partidário do governo Lula que tem transformado o Estado num pai recheado de crias.
A Diplomacia deixou de ser um modo pacífico de solução política para se transformar em campo de batalha para desavenças ideológicas internacionais.Se querem saber eu até acho muito bonitinho aquele lema "Socialismo e Libertád" mas não passa de um sonho e, entro em depressão sempre que acordo dos sonhos mais bonitinhos.
Renato Dias de Sousa.
No terceiro e ùltimo capítulo desta pequenina série de textos, eu pretendo me focar exatamente na diplomacia brasileira e sua postura diante de casos como os que mencionei nos dois posts anteriores.
Os fatos que exigiram uma maior participação do Itamarati lançaram luz sobre a postura da diplomacia brasileira.Durante o Governo Lula o Ministério das Relações Exteriores; comandado por Celso Amorim; adotou como política básica a não interferência do país em questões internas de outras nações.Esse comportamento chegou a atrair para o país críticas com relação a forma com que o Planalto abordou o programa nuclear iraniano, ignorando as ameaças proporcionadas por uma possível vocação armamentista para o projeto, inclusive; em Novembro o presidente Mahmoud Armadhimejad deve visitar o país em viagem oficial e várias instituições religiosas já se manifestaram contrárias a vinda do mandatário que se recusa a reconhecer o holocausto, além de anunciar publicamente que o Estado Israelense é o principal inimigo de seu país cabendo aos iranianos derrubar o regime semita.
Outro comportamento estranho do Itamarati é a forma com que ele trata seus companheiros de continente.Recentemente, o governo colombiano anunciou um acordo militar com os Estados Unidos oferecendo às forças americanas a construção de bases em seu país.Imediatamente toda a esquerda eleita da região apanhou seus tambores e num ritmo frenético alvejou o projeto colombiano, convocando para o fato uma reunião extraordinária da OEA.Sem sombra de dúvida; assim como declarou o Presidente Lula inicialmente; o convênio entre as duas nações constitui a quebra da soberania continental, por mais que oficialmente este acordo tome como objetivo principal o combate ao narcotráfico instalado na região, que tem como clientela mais prospéra a sociedade americana.
O Presidente Venezuelano, Hugo Chaves, chegou a romper relações diplomáticas com o "colega" Alváro Uribe, o que não é muito díficil de acontecer já que há mais de uma década Chaves tem se mostrado preciptado e ignorante mesmo quando trata de assuntos sensíveis.Durante as sucessivas reuniões com os presidentes das nações vizinhas, Uribe se explicou mais de uma vez alegando que o acordo tem como função enfrentar o narcotráfico que constitui a muitos anos o maior problema de seu país.Seu encontro com o presidente brasileiro acabou amenizando o entrave diplomático na região porém as críticas ao projeto persistiram e mesmo assim, a Colômbia não recuou do plano original.
Não há dúvidas sobre o fato de que acordos militares como este só reforçam o cenário de "Guerra Fria" instalado no continente.Temos a Venezuela revigorando sua frota militar através da compra de diversas unidades russas, desde helicópteros até aviões das mais avançadas tecnologias homicidas.A Colômbia reforçando sua capacidade bélica sob o argumento de estar em guerra com o narcotráfico, adquirindo não só o que os Americanos tem de melhor em sistemas de combate mas também importando soldados daquele país, ou seja, mais uma vez Russos e "Yankes" financiam exércitos estrangeiros.Sem contar a compra de caças pelo governo brasileiro e provavelmente o aparelho francês deve mais uma vez, reforçar a frota nacional e por fim; os Equatorianos estão negociando com o "companheiro Chaves" a aquisição das ruínas de combate aéreo da Venezuela, lembrando que a Força Aérea Venezuelana é composta de modelos Mirage que são de origem francesa, os mesmos que durante anos serviram aos céus brasileiros e que hoje estão entrando para a aposentadoria.
O que quero deixar bem claro que é que a eleição da ala mais pseudo-socialista da esquerda latina, tem transformado a chancelaria de todos os países da região num grande palanque político-partidário.O próprio Celso Amorim se filiou ao PT recentemente.Hoje o Itamarati não é mais sinônimo de moderação como foi até alguns meses no passado.Se tornou mais um gabinete partidário do governo Lula que tem transformado o Estado num pai recheado de crias.
A Diplomacia deixou de ser um modo pacífico de solução política para se transformar em campo de batalha para desavenças ideológicas internacionais.Se querem saber eu até acho muito bonitinho aquele lema "Socialismo e Libertád" mas não passa de um sonho e, entro em depressão sempre que acordo dos sonhos mais bonitinhos.
Renato Dias de Sousa.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
"A diplomacia rubro-vesga dos sub-desenvolvidos"
IIªParte
Como eu disse no início desse texto (posto anterior), graças a uma série de motivos o Brasil cresceu muito no cenário mundial; deixando de ser uma voz coadjuvante para tomar os contornos de um trovão quando se manifesta sobre algum assunto.Um exemplo disso são os nomes da diplomacia brasileira que se tornaram postulantes a cargos em organizações mundiais, assim como o próprio país que tem trabalhado por uma vaga definitiva no Conselho de Segurança da ONU; já que hoje; o Brasil ocupa uma cadeira provisória como representante do continente até porque os Comandantes do Universo não gostariam de ter Chavez jogando WAR em plena mesa de reuniões.
Em decorrência desse crescimento, muitos fatos internos e externos tem colocado o país nas manchetes da mídia internacional, exigindo maior cautela de suas ações porém, o que se vê hoje é o extremo oposto.No novo show global onde a democracia é música obrigatória; o Brasil tem cometido alguns erros que tem contribuindo com a quebra da sincronia.O caso Batisti foi apenas um exemplo mas recentemente outros casos de tons semelhantes tem levado a coluna "internacional" para a primeira página dos jornais brasileiros: a deposição; golpista ou não; de Manuel Zelaiya da presidência de Honduras.
Há alguns meses a instituição democrática mundial parou para voltar sua artilharia contra Honduras, onde um presidente devidamente eleito acabará de ser retirado do poder através de uma ação militar nos moldes das operações anti-oposição, realizadas durante o regime militar.Durante a madrugada, Manuel Zelaiya teve seu lar violado e trajado de pijama; assim como toda a família; o presidente foi levado para longe de seu trono.
Roberto Miqueleti; até então presidente da instituição suprema do judiciário hondurenho, correspondente ao STF no Brasil; assumiu a presidência provisória do país e por todo o planeta tambores entoavam um som de protesto em defesa de uma dama chamada Democracia, de nacionalidade grega.Na América Latina, onde estão hospedados as ruínas da esquerda - se é que isso existe - as coisas não foram diferentes e por aqui diversos mandatários convocaram a imprensa de suas respectivas nações para se pronunciar.Dentre eles o "Dono" da Venezuela Hugo Chaves que chegou a cogitar uma ação militar pela devolução de Zelaiya ao poder.
No Brasil o presidente Lula ocupou a tribuna do Planalto para se mostrar um porta bandeiras do ideal democrático.Entre as suas palavras retumbavam dizeres como "o mundo não tolera mais golpes militares" e coisas do ramo...pobre dessa senhora Democracia, tão maculada por estes homens que tanto abusam de sua instituição violada.Na mídia diversos intelectuais eram ouvidos e em todo o planeta ouvia-se renovada a campanha em nome da "justiça".
Enquanto isso era o povo hondurenho quem sofria, como sempre.Nas ruas circulavam veículos de guerra recheados de bonequinhos armados, tão alienados quanto a população desorientada.Pessoas perderam suas vidas enquanto defendiam o que acreditavam ser certo.Hondurenhos matando Hondurenhos, humanos matando humanos e tudo pela sedutora Democracia, uma senhora pela qual; aparentemente; os homens estão dispostos a matar e morrer por sua camuflada existência.
Crescia de forma virulenta o cenário caótico instalado em Honduras e por todo o planeta organismos internacionais realizavam suas reuniões tão inúteis quanto rotineiras e propagandistas.Todos criticavam o golpe que privará Zelaiya de seu poder como presidente eleito, ignorando a verdadeira situação em que se encontrava o país.Manuel Zelaiya desrespeitou a cláusula pétria de sua nação quando convocou um plebiscito onde questionava a população sobre o direito a reeleição, inexistante naquele país.O ato foi considerado ilegal e imediatamente os poderes respectivos se moveram aprovando um processo que aqui no Brasil seria chamado de "impeachment" - cheiro de Collor? - e, imediatamente; Zelaiya deveria deixar o poder.
Até onde vão as informações colhidas aqui fora, Zelaiya mal teria tido tempo para abandonar o comando do país quando; durante a noite; homens de farda invadiram a mansão presidencial colocando em prática o velho método de se aplicar golpes de estado.Logo ele deixará de ser presidente e acompanhado de sua família foi levado para outro país, onde passou a empreender uma campanha de retorno a terra natal da qual Homero deveria ter sido testemunho, para escrever uma nova odisséia.
Analisando friamente a situação política de Honduras, diversos pesquisadores constataram que um clima interno já favorecia a situação extrema em que o país chegou.O presidente Zelaiya veio de uma das seis famílias que controlam o estado hondurenho tradicionalmente e era conhecido por seu conservadorismo, característica que causa surpresa já que hoje ele é um dos atores mais aplaudidos pela esquerda.Sob sua gestão a economia caminhava lado-a-lado com os Estados Unidos agradando aos empreendedores que constituiam a economia do país porém; com um certo tempo de governo; a amizade entre Zelaiya e Chavez teria adquirido contornos preocupantes para a vertente mais ortodoxa do país.A própria Igreja se mostrou contrária ao novo rumo tomado pelo Estado que passou a remar na direção de tratados comerciais liderados pela Venezuela.Essa situação; somada a uma resiginação silenciosa dos militares com relação ao presidente; teria construído a tela perfeita para o desenrolar do filme que até hoje não encontrou um fim, seja ele feliz ou não.
O descontentamento cresceu e escorreu dos setores conservadores com destino ao exército hondurenho que, viria a se tornar o maior instrumento para a consolidação das medidas contrárias a permanência de Zelaiya no poder.Toda a podridão crescente transbordou quando o comando militar do país realizou mudanças na hierarquia das forças armadas, atingindo comandantes ligados a nova oposição que brandiam a bandeira contra o plebiscito que provavelmente; manteria Zelaiya no poder por mais tempo já que a amizade com Chaves havia despertado no presidente hondurenho uma consideração mais intíma pelos pobres do país, erguendo seu potencial eleitoral acima das expectativas.
Merece destaque o fato de que o curto período de convivência com Chaves tenha alterado tanto a genética ideológica de Zelaiya, a ponto do presidente semear um plebiscito cuja colheita tinha projeções otimistas para seu futuro político.Seus apoiadores ainda afirmam que ele é um homem conservador porém seu comportamento mostrou exatamente o contrário para o mundo.Foram várias as tentativas de retornar a sua terra natal e consequentemente ao poder e, nestas investidas inocentes faleceram diante das operações onde o exército hondurenho vetou a entrada de Zelaiya
Abrigado na Costa Rica Zelaiya conseguiu do nobel da paz Oscar Arias; presidente costa-riquenho; o apoio diplomático para negociar seu retorno ao poder porém, do outro lado também reinava a teimosia e a intransigência portanto, acredito que nem mesmo Ghandi conseguiria cansar o novo governo hondurenho; muito menos Arias que é apenas um nobel da paz e não um filósofo que revelou ao mundo o valor das palavras contra a força das armas.
Arias tentou diversos acordos mas nada conseguiu senão a atenção em meio ao cenário global.Postado de forma diferente estava Chaves que continuava ameaçando o estado hondurenho com suas armas recém adquiridas da Rússia, outro exemplo de ruína comunista instalada no “velho mundo” ora, o tráfico carioca que já é capaz de abater helicópteros poderia invadir Honduras e transformá-la em um novo complexo ditatorial.Chaves ainda acha que o mundo é um tabuleiro azul enquanto ele, Rússia e China são os soldadinhos vermelhos.
Passado a fase Oscar Arias Zelaiya saiu de cena e ficou distante das camêras enquanto o filme rodava sem protagonista.Eis que como através de um efeito especial; o presidente sugiu na “Hospedaria diplomática brasileira” em Honduras, sim sua terra natal cujo acesso à ele tinha sido vetado pelos militares.Misteriosamente, um veículo adentrou a garagem da embaixada e lá estava Manuel Zelaiya: uma mistura de Stalone com Sarney, temperada com as idéias de Hugo Chavez.
A partir daí a novela se fechou em torno de um único palco, o que facilitou sua transmissão sem sombra de dúvida.Agora toda a trama estava concentrada na embaixada brasileira, um verdadeiro comitê político se instalou lá junto de Zelaiya e os problemas de infra-estrutura; tão comuns em nosso país; também se mostraram presentes na embaixada, que curioso não?Brasil é Brasil em todo lugar.
No dia seguinte ao feito heróico de Zelaiya, o “Revolucionário Hugo Chaves” convocou a imprensa venezuelana em tom de festa.Em meio a uma série de gargalhada, o presidente bolivariano esmiuçiou a logística empreendida no transporte de Zelaiya com a maior naturalidade possível.Realmente, o presidente Chaves deve adorar jogar WAR.Simulando a operação com direito a mímica e gestos das mais variadas e rídiculas espécies, o mandatário mandão explicou tim tim por tim tim a operação que resultou na hospedagem do colega hondurenho na embaixada brasileira, enquanto do outro lado do pasto o chanceler Celso Amorim reiterava junto de toda a sua assesoria que o Itamarati desconhecia tal operação, ou seja, até fora do país as autoridades brasileiras empregam a filosofia do “não sei e não sabia de nada”, isso é que é ser autêntico.
Zelaiya continua abrigado na embaixada brasileira até hoje e o cansaço já se abateu sobre os fatos em torno do presidente hondurenho.A imprensa já destaca as peripécias do presidente nas ùltimas linhas de suas publicações e o exército hondurenho já colocou bonecos de guarda para vigiar as instalações diplomáticas.Isso tudo após o atual governo ameaçar o Brasil com um ultimato de dez dias, onde o Itamarati deveria definir se Zelaiya era asilado ou refugiado, sendo que em qualquer um dos casos o presidente seria retirado da embaixada e consequentemente trazido para Brasília.A chancelaria brasileira minimizou o ultimato e respondeu com veemência ao declarar que desconsiderava atos de um estado tirano.Zelaiya sobreviveu a esse período e usou a laje da embaixada para promover discursos diretos aos seus apoiadores.
Destaca-se com pouquíssima luz o fato de que uma comissão parlamentar brasileira também se inteirou dos fatos, visitando Honduras após o ultimato do governo provisório se revelar tão ineficaz quanto o previsto pela chancelaria brasileira.A comissão se reuniu com políticos locais e até negociou um encontro com Miqueleti mas o novo pajé não quis saber de indio estrangeiro ditando as regras de sua aldeia.Com a porta fechada os deputados e senadores retornaram ao Brasil.
Hoje a Odisséia de Zelaiya se encontra em capítulos burocráticos, compostos de uma inércia broxante para quem gosta de acompanhar fatos emocionantes.O próprio Hugo Chaves se calou , o que já é um sinal do fracasso previsto para uma situação como tal.O único avanço digno de registro é que o representante direto de Zelaiya nas negociações com o novo governo já não é mais o mesmo.Ao que se sabe a alteração se deu após conselhos recolhidos pelo próprio Zelaiya acerca de seu defensor, que era radical demais.Hoje outra pessoa ergue a bandeira do presidente diante de Miqueleti que se encontra na situação de um time que vence por 1 a 0 seu adversário, segurando o resultado através de uma troca de passes sonolenta no meio de campo.Isso se deve ao fato das eleições presidenciais hondurenhas acontecerem em novembro, ou seja, mesmo que Zelaiya retorne ele se acomodaria no trono por pouco tempo, mal proporcionando ao seu traseiro o reconhecimento do assento.
Como eu disse no início desse texto (posto anterior), graças a uma série de motivos o Brasil cresceu muito no cenário mundial; deixando de ser uma voz coadjuvante para tomar os contornos de um trovão quando se manifesta sobre algum assunto.Um exemplo disso são os nomes da diplomacia brasileira que se tornaram postulantes a cargos em organizações mundiais, assim como o próprio país que tem trabalhado por uma vaga definitiva no Conselho de Segurança da ONU; já que hoje; o Brasil ocupa uma cadeira provisória como representante do continente até porque os Comandantes do Universo não gostariam de ter Chavez jogando WAR em plena mesa de reuniões.
Em decorrência desse crescimento, muitos fatos internos e externos tem colocado o país nas manchetes da mídia internacional, exigindo maior cautela de suas ações porém, o que se vê hoje é o extremo oposto.No novo show global onde a democracia é música obrigatória; o Brasil tem cometido alguns erros que tem contribuindo com a quebra da sincronia.O caso Batisti foi apenas um exemplo mas recentemente outros casos de tons semelhantes tem levado a coluna "internacional" para a primeira página dos jornais brasileiros: a deposição; golpista ou não; de Manuel Zelaiya da presidência de Honduras.
Há alguns meses a instituição democrática mundial parou para voltar sua artilharia contra Honduras, onde um presidente devidamente eleito acabará de ser retirado do poder através de uma ação militar nos moldes das operações anti-oposição, realizadas durante o regime militar.Durante a madrugada, Manuel Zelaiya teve seu lar violado e trajado de pijama; assim como toda a família; o presidente foi levado para longe de seu trono.
Roberto Miqueleti; até então presidente da instituição suprema do judiciário hondurenho, correspondente ao STF no Brasil; assumiu a presidência provisória do país e por todo o planeta tambores entoavam um som de protesto em defesa de uma dama chamada Democracia, de nacionalidade grega.Na América Latina, onde estão hospedados as ruínas da esquerda - se é que isso existe - as coisas não foram diferentes e por aqui diversos mandatários convocaram a imprensa de suas respectivas nações para se pronunciar.Dentre eles o "Dono" da Venezuela Hugo Chaves que chegou a cogitar uma ação militar pela devolução de Zelaiya ao poder.
No Brasil o presidente Lula ocupou a tribuna do Planalto para se mostrar um porta bandeiras do ideal democrático.Entre as suas palavras retumbavam dizeres como "o mundo não tolera mais golpes militares" e coisas do ramo...pobre dessa senhora Democracia, tão maculada por estes homens que tanto abusam de sua instituição violada.Na mídia diversos intelectuais eram ouvidos e em todo o planeta ouvia-se renovada a campanha em nome da "justiça".
Enquanto isso era o povo hondurenho quem sofria, como sempre.Nas ruas circulavam veículos de guerra recheados de bonequinhos armados, tão alienados quanto a população desorientada.Pessoas perderam suas vidas enquanto defendiam o que acreditavam ser certo.Hondurenhos matando Hondurenhos, humanos matando humanos e tudo pela sedutora Democracia, uma senhora pela qual; aparentemente; os homens estão dispostos a matar e morrer por sua camuflada existência.
Crescia de forma virulenta o cenário caótico instalado em Honduras e por todo o planeta organismos internacionais realizavam suas reuniões tão inúteis quanto rotineiras e propagandistas.Todos criticavam o golpe que privará Zelaiya de seu poder como presidente eleito, ignorando a verdadeira situação em que se encontrava o país.Manuel Zelaiya desrespeitou a cláusula pétria de sua nação quando convocou um plebiscito onde questionava a população sobre o direito a reeleição, inexistante naquele país.O ato foi considerado ilegal e imediatamente os poderes respectivos se moveram aprovando um processo que aqui no Brasil seria chamado de "impeachment" - cheiro de Collor? - e, imediatamente; Zelaiya deveria deixar o poder.
Até onde vão as informações colhidas aqui fora, Zelaiya mal teria tido tempo para abandonar o comando do país quando; durante a noite; homens de farda invadiram a mansão presidencial colocando em prática o velho método de se aplicar golpes de estado.Logo ele deixará de ser presidente e acompanhado de sua família foi levado para outro país, onde passou a empreender uma campanha de retorno a terra natal da qual Homero deveria ter sido testemunho, para escrever uma nova odisséia.
Analisando friamente a situação política de Honduras, diversos pesquisadores constataram que um clima interno já favorecia a situação extrema em que o país chegou.O presidente Zelaiya veio de uma das seis famílias que controlam o estado hondurenho tradicionalmente e era conhecido por seu conservadorismo, característica que causa surpresa já que hoje ele é um dos atores mais aplaudidos pela esquerda.Sob sua gestão a economia caminhava lado-a-lado com os Estados Unidos agradando aos empreendedores que constituiam a economia do país porém; com um certo tempo de governo; a amizade entre Zelaiya e Chavez teria adquirido contornos preocupantes para a vertente mais ortodoxa do país.A própria Igreja se mostrou contrária ao novo rumo tomado pelo Estado que passou a remar na direção de tratados comerciais liderados pela Venezuela.Essa situação; somada a uma resiginação silenciosa dos militares com relação ao presidente; teria construído a tela perfeita para o desenrolar do filme que até hoje não encontrou um fim, seja ele feliz ou não.
O descontentamento cresceu e escorreu dos setores conservadores com destino ao exército hondurenho que, viria a se tornar o maior instrumento para a consolidação das medidas contrárias a permanência de Zelaiya no poder.Toda a podridão crescente transbordou quando o comando militar do país realizou mudanças na hierarquia das forças armadas, atingindo comandantes ligados a nova oposição que brandiam a bandeira contra o plebiscito que provavelmente; manteria Zelaiya no poder por mais tempo já que a amizade com Chaves havia despertado no presidente hondurenho uma consideração mais intíma pelos pobres do país, erguendo seu potencial eleitoral acima das expectativas.
Merece destaque o fato de que o curto período de convivência com Chaves tenha alterado tanto a genética ideológica de Zelaiya, a ponto do presidente semear um plebiscito cuja colheita tinha projeções otimistas para seu futuro político.Seus apoiadores ainda afirmam que ele é um homem conservador porém seu comportamento mostrou exatamente o contrário para o mundo.Foram várias as tentativas de retornar a sua terra natal e consequentemente ao poder e, nestas investidas inocentes faleceram diante das operações onde o exército hondurenho vetou a entrada de Zelaiya
Abrigado na Costa Rica Zelaiya conseguiu do nobel da paz Oscar Arias; presidente costa-riquenho; o apoio diplomático para negociar seu retorno ao poder porém, do outro lado também reinava a teimosia e a intransigência portanto, acredito que nem mesmo Ghandi conseguiria cansar o novo governo hondurenho; muito menos Arias que é apenas um nobel da paz e não um filósofo que revelou ao mundo o valor das palavras contra a força das armas.
Arias tentou diversos acordos mas nada conseguiu senão a atenção em meio ao cenário global.Postado de forma diferente estava Chaves que continuava ameaçando o estado hondurenho com suas armas recém adquiridas da Rússia, outro exemplo de ruína comunista instalada no “velho mundo” ora, o tráfico carioca que já é capaz de abater helicópteros poderia invadir Honduras e transformá-la em um novo complexo ditatorial.Chaves ainda acha que o mundo é um tabuleiro azul enquanto ele, Rússia e China são os soldadinhos vermelhos.
Passado a fase Oscar Arias Zelaiya saiu de cena e ficou distante das camêras enquanto o filme rodava sem protagonista.Eis que como através de um efeito especial; o presidente sugiu na “Hospedaria diplomática brasileira” em Honduras, sim sua terra natal cujo acesso à ele tinha sido vetado pelos militares.Misteriosamente, um veículo adentrou a garagem da embaixada e lá estava Manuel Zelaiya: uma mistura de Stalone com Sarney, temperada com as idéias de Hugo Chavez.
A partir daí a novela se fechou em torno de um único palco, o que facilitou sua transmissão sem sombra de dúvida.Agora toda a trama estava concentrada na embaixada brasileira, um verdadeiro comitê político se instalou lá junto de Zelaiya e os problemas de infra-estrutura; tão comuns em nosso país; também se mostraram presentes na embaixada, que curioso não?Brasil é Brasil em todo lugar.
No dia seguinte ao feito heróico de Zelaiya, o “Revolucionário Hugo Chaves” convocou a imprensa venezuelana em tom de festa.Em meio a uma série de gargalhada, o presidente bolivariano esmiuçiou a logística empreendida no transporte de Zelaiya com a maior naturalidade possível.Realmente, o presidente Chaves deve adorar jogar WAR.Simulando a operação com direito a mímica e gestos das mais variadas e rídiculas espécies, o mandatário mandão explicou tim tim por tim tim a operação que resultou na hospedagem do colega hondurenho na embaixada brasileira, enquanto do outro lado do pasto o chanceler Celso Amorim reiterava junto de toda a sua assesoria que o Itamarati desconhecia tal operação, ou seja, até fora do país as autoridades brasileiras empregam a filosofia do “não sei e não sabia de nada”, isso é que é ser autêntico.
Zelaiya continua abrigado na embaixada brasileira até hoje e o cansaço já se abateu sobre os fatos em torno do presidente hondurenho.A imprensa já destaca as peripécias do presidente nas ùltimas linhas de suas publicações e o exército hondurenho já colocou bonecos de guarda para vigiar as instalações diplomáticas.Isso tudo após o atual governo ameaçar o Brasil com um ultimato de dez dias, onde o Itamarati deveria definir se Zelaiya era asilado ou refugiado, sendo que em qualquer um dos casos o presidente seria retirado da embaixada e consequentemente trazido para Brasília.A chancelaria brasileira minimizou o ultimato e respondeu com veemência ao declarar que desconsiderava atos de um estado tirano.Zelaiya sobreviveu a esse período e usou a laje da embaixada para promover discursos diretos aos seus apoiadores.
Destaca-se com pouquíssima luz o fato de que uma comissão parlamentar brasileira também se inteirou dos fatos, visitando Honduras após o ultimato do governo provisório se revelar tão ineficaz quanto o previsto pela chancelaria brasileira.A comissão se reuniu com políticos locais e até negociou um encontro com Miqueleti mas o novo pajé não quis saber de indio estrangeiro ditando as regras de sua aldeia.Com a porta fechada os deputados e senadores retornaram ao Brasil.
Hoje a Odisséia de Zelaiya se encontra em capítulos burocráticos, compostos de uma inércia broxante para quem gosta de acompanhar fatos emocionantes.O próprio Hugo Chaves se calou , o que já é um sinal do fracasso previsto para uma situação como tal.O único avanço digno de registro é que o representante direto de Zelaiya nas negociações com o novo governo já não é mais o mesmo.Ao que se sabe a alteração se deu após conselhos recolhidos pelo próprio Zelaiya acerca de seu defensor, que era radical demais.Hoje outra pessoa ergue a bandeira do presidente diante de Miqueleti que se encontra na situação de um time que vence por 1 a 0 seu adversário, segurando o resultado através de uma troca de passes sonolenta no meio de campo.Isso se deve ao fato das eleições presidenciais hondurenhas acontecerem em novembro, ou seja, mesmo que Zelaiya retorne ele se acomodaria no trono por pouco tempo, mal proporcionando ao seu traseiro o reconhecimento do assento.
"A diplomacia rubro-vesga dos sub-desenvolvidos"
"Ao som de I want to break free; o Itamarati sai do armário e se mostra para o novo mundo."
IªParte.
No ano em que o Brasil celebra os 200 anos de um sistema judiciário manco e burocrático, uma série de fatos colocaram o país no palco principal das relações internacionais, colocando em cheque as habilidades do chanceler Celso Amorim que; recentemente; se filiou oficialmente ao PT quebrando mais um paradigma da diplomacia internacional.
Começamos pelo julgamento de Cesári Batisti no Supremo Tribunal Federal.Condenado em sua terra natal por quatro homicídios, o ativista italiano - ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC?); conhecido pela esquerda latina como Brigadas Vermelhas - se refugiou no Brasil onde foi descoberto e detido pela Polícia Federal.Foi nesse ato que o Ministro da "justiça" Tarso Gemro entrou em cena anseando pelo protagonismo.
Sob detenção no Brasil Batisti apelou para Gemro protocolando o pedido de refúgio junto ao governo brasileiro.Como era de se esperar Batisti teve seu desejo atendido sob a alegação de que sua condenação pela justiça italiana constituia perseguição política, assim como os assasinatos pelos quais o ativista foi condenado representariam atos de viez "político", nessa hora governo italiano interveio com o intuito de obter junto ao Planalto a extradição de seu acusado porém; pelos meios diplomáticos Berlusconi não venceu a diplomacia rubra brasileira.
Diante da derrota o governo Italiano apelou para a justiça; área na qual são especialistas já que os preceitos jurídicos usados no Brasil foram desenhados com base no Código de Justiniano que nasceu aonde?No Império Romano Oriental, ou seja, trata-se de um duelo entre a criatura e seu criador.
A questão é que Batisti se tornou roteiro para mais uma peça no Supremo Tribunal Federal; onde tramita o processo aberto pela Itália em nome da extradição do ativista.A votação está sob pedido de vista, acionado pelo Ministro Marco Aurélio Melo que é conhecido pela moderação e pelo ritmo tipo bossa nova com que canta suas palavras.Até onde ousa ir a minha memória, as coisas estão contra Batisti nesse momento.Há um voto a mais favorável a sua extradição porém, nos bastidores conta-se que Melo defenderá sua permanência no Brasil, extendendo a novela por mais alguns capítulos já que um novo personagem ilustre deve tomar parte na aventura: José Dias Tofoly; ex comandante da Advocacia Geral da União que se tornou o mais jovem Ministro do STF graças ao Presidente Lula; que transformou o Executivo na melhor agência de empregos do país.Antes de se acomodar ao lado dos manda-chuvas do judiciário, Tofoly defendeu o refúgio concedido a Batisti já que era advogado do Planalto.
Durante a sessão em que teve sua indicação aprovada pelo crivo do Senado Federal, Tofoly garantiu que não interferiria em processos onde participará quando advogado do executivo mas, hoje a situação é completamente diferente e para agradar a esquerda é provável que ele seja mais um voto favorável a permanência de Batisti.Dessa forma caberia ao Presidente do Supremo Gilmar Mendes pronunciar seu voto de minerva e se o destino do ativista ficar sob o machado de Mendes, é muito provável que no fim das contas Batisti desfrutará de uma prisão perpétua pelo resto da sua vida no velho continente.
Fim da primeira parte.
IªParte.
No ano em que o Brasil celebra os 200 anos de um sistema judiciário manco e burocrático, uma série de fatos colocaram o país no palco principal das relações internacionais, colocando em cheque as habilidades do chanceler Celso Amorim que; recentemente; se filiou oficialmente ao PT quebrando mais um paradigma da diplomacia internacional.
Começamos pelo julgamento de Cesári Batisti no Supremo Tribunal Federal.Condenado em sua terra natal por quatro homicídios, o ativista italiano - ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC?); conhecido pela esquerda latina como Brigadas Vermelhas - se refugiou no Brasil onde foi descoberto e detido pela Polícia Federal.Foi nesse ato que o Ministro da "justiça" Tarso Gemro entrou em cena anseando pelo protagonismo.
Sob detenção no Brasil Batisti apelou para Gemro protocolando o pedido de refúgio junto ao governo brasileiro.Como era de se esperar Batisti teve seu desejo atendido sob a alegação de que sua condenação pela justiça italiana constituia perseguição política, assim como os assasinatos pelos quais o ativista foi condenado representariam atos de viez "político", nessa hora governo italiano interveio com o intuito de obter junto ao Planalto a extradição de seu acusado porém; pelos meios diplomáticos Berlusconi não venceu a diplomacia rubra brasileira.
Diante da derrota o governo Italiano apelou para a justiça; área na qual são especialistas já que os preceitos jurídicos usados no Brasil foram desenhados com base no Código de Justiniano que nasceu aonde?No Império Romano Oriental, ou seja, trata-se de um duelo entre a criatura e seu criador.
A questão é que Batisti se tornou roteiro para mais uma peça no Supremo Tribunal Federal; onde tramita o processo aberto pela Itália em nome da extradição do ativista.A votação está sob pedido de vista, acionado pelo Ministro Marco Aurélio Melo que é conhecido pela moderação e pelo ritmo tipo bossa nova com que canta suas palavras.Até onde ousa ir a minha memória, as coisas estão contra Batisti nesse momento.Há um voto a mais favorável a sua extradição porém, nos bastidores conta-se que Melo defenderá sua permanência no Brasil, extendendo a novela por mais alguns capítulos já que um novo personagem ilustre deve tomar parte na aventura: José Dias Tofoly; ex comandante da Advocacia Geral da União que se tornou o mais jovem Ministro do STF graças ao Presidente Lula; que transformou o Executivo na melhor agência de empregos do país.Antes de se acomodar ao lado dos manda-chuvas do judiciário, Tofoly defendeu o refúgio concedido a Batisti já que era advogado do Planalto.
Durante a sessão em que teve sua indicação aprovada pelo crivo do Senado Federal, Tofoly garantiu que não interferiria em processos onde participará quando advogado do executivo mas, hoje a situação é completamente diferente e para agradar a esquerda é provável que ele seja mais um voto favorável a permanência de Batisti.Dessa forma caberia ao Presidente do Supremo Gilmar Mendes pronunciar seu voto de minerva e se o destino do ativista ficar sob o machado de Mendes, é muito provável que no fim das contas Batisti desfrutará de uma prisão perpétua pelo resto da sua vida no velho continente.
Fim da primeira parte.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Se passaram muitos e muitos dias, incontáveis dias eu díria; desde minha ùltima postagem e me sinto no dever de esclarecer que não faltaram pautas nem mesmo argumentos mas, eu senti que uma espécie rara de preguiça pré-histórica me consumia e acho que a publicação de hoje marcará o meu retorno ao meu próprio blog.
Primeiramente eu gostaria de destacar que o Senhor José Ribamar Sarney; o único homem não maculado por uma lâmina de aço; continua acomodado no comando do Senado Federal.Ao lado dele permanecem devidamente postados os homens que empreenderam uma nova odisséia em defesa de sua honra.Isso só demonstra o quanto foram fragéis os movimentos contrários ao maior símbolo oligárquico do país.Me pergunto se as campanhas "Fora Sarney" e os gritos "Ao Ao Ao, Libertem o Maranhão!"; sobre o asfalto gélido da avenida paulista foram em vão.
Não garanto que vá abordar outra questão no texto de hoje até porque todas as palavras que estão digitadas aqui e as que ainda serão digitadas, constituem a materialização de uma série de pensamentos para os quais sinto que devo conceder liberdade portanto, não há uma ordem correta.De qualquer forma, ressalto que a imprensa se esqueceu da Dinastia do Bigode que há milênios governa o Maranhão como se o estado em si pertencesse àqueles que tem esse sobrenome.Claro que essa aminésia política se deve em partes a operação abafa que anestesiou a campanha midiática contra o presidente do Congresso mas, também me sinto no dever de mencionar que a "Justiça" ainda não derrubou a mordaça imposta ao Jornal Estado de São Paulo que, brandia a bandeira FORA SARNEY nos bastidores do "quarto poder"; lembrando que o desembargador responsável pela decisão nutria laços estreitíssimos com o clâ Sarney, fato que desrespeita um dos princípios básicos do direito.
Se o Sistema Público não é capaz de estancar as suas próprias feridas, como o mesmo sistema poderia exigir da população ética e tantas outras coisas mais, veiculadas nestas propagandas estatais que são um esculacho ao senso crítico popular - se é que isso realmente existe.Claro que a ética não depende da tal influência proporcionada pelos ocupantes dos "tais" cargos superiores - pelo menos a minha não é - mas que sejamos dígnos a ponto de enfrentarmos a situação que se vê instalada: a democracia brasileira permitiu que suas cortinas se incendiassem antes do ùltimo ato, revelando a sujeira oculta em seus bastidores.
Outro fato curioso e dígno de análise; assim como de menção; é o silêncio do Senador Arthur Virgílio, cacique da oposição que se viu alvejado pelas costas quando os protetores de Sarney delataram que o parlamentar financiou viagens de parentes através de Agaciel Maia - sim você se lembra dele, o ex-diretor geral do Senado que foi levado a forca pelos atos secretos, foi poupado de ùltima hora pela tática do silêncio e da paciência.Enfim, a voz retumbante de ´Virgílio não passa de lembrança hoje, como um lamento cujo eco jamais se perderá de tão doloroso.
Antes que eu me esqueça vou descrever a minha irônica alegria, abastecida de forma embriagante pela bebida alucinógena que escorre através das sarjetas do sistema público.Nessa hora tão fúnebre eu gostaria de aplaudir os Senadores Almeida Lima, Renan Calheiros - ah, desse você deve se lembrar - e tantos outros que me fogem da memória nesta hora tão importante.Sim, eles merecem honras militares pela forma vibrante, honrosa e patriota com que lutaram em nome do Presidente Sarney, afinal; o que seria da província Maranhão sem seu Presidente, Comandante, Coronel e acadêmico?O que seria de nós; jovens e também senhores; que foram as principais avenidas das metrópoles mudas deste país; para erguer em coro uma voz de repúdio que simbolizou um basta; um basta que não deu certo porque esse país se acostumou de tal forma com o silêncio de seus habitantes que, se esqueceu do quanto ele pode ser forte.Se esqueceram do que é ser jovem, rotularam qualquer estudante de integrante da UNE - porta-bandeira do PT - e se esqueceram dos milhares que não estão satisfeitos com o mundo ao seu redor, sejam eles partidários do que for; afinal; foram os jovens que lutaram contra a ditadura e hoje são adultos orgulhosos - vide José Serra - que ignoram o período durante o qual foram vítimas do que proporcionam hoje.
Não sou um exemplo de patriotismo e a palavra em si já me causa desconforto mas, reforço a dúvida que se instalou em mim: quando o Brasil vai sair do Sofá em que se deitou; tentando fazer juz ao próprio hino porém, destaca-se o fato de que o berço onde essa grande capitania hereditária se deitou não é nem um pouco esplêndido.
Renato Dias de Sousa, desde as primeiras linhas até a ùltima; concretizada às 22:37; extremamente revoltado.
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