quarta-feira, 14 de abril de 2010

E o Brasil???

No texto anterior eu abordei a questão da cupula internacional de segurança nuclear e considero pertinente tratar a partir de agora, da forma com que os governantes brasileiros tem trabalhado esse tema nos bastidores sombrios do Planalto.

Em entrevista ao programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, o Presidente Lula voltou a defender a diplomacia nas discussões acerca do programa nuclear iraniano, criticando a possibilidade de um cerceamento dos direitos comerciais do país muçulmano.O presidente também ressaltou que no Brasil está proibido em lei o desenvolvimento bélico de energia nuclear, o que é muito interessante já que o país viveu um longo período de militares enrustidos de presidentes porém, o governo não esconde o interesse no desenvolvimento pacífico dessa modalidade energética.Há quem diga que na década de 70, os homens de farda desejavam o desenvolvimento da tecnologia homicida, alegando que na Argentina se fazia loucura semelhante, ainda bem que não tivemos uma versão latino-americana da guerra-fria.

Trabalha-se dentro do governo a elaboração de um programa baseado em energia nuclear.O projeto tem como único objetivo iluminar os lares dos brasileiros e impulsionar as indústrias, mantendo a economia de pé porém, há uma série de riscos ambientais que tem de ser levados em conta, eles não farão parte deste texto mas deixo como promessa a abordagem do outro lado deste assunto.

Esse programa trabalhado no Ministério da Energia, encontra apoio no governo Francês que graças ao poder nucler que possui, poderia abrir uma grande loja e comercializar o fim do mundo em menos de uma semana.O ano da França no Brasil aproximou muito os dois países no âmbito internacional e os presidentes Lula e Sarcozy, estão cada vez mais afinados diplomaticamente.Durante a COP-15 - Conferência que levou para Copenhagem a inútil reunião sobre o futuro do clima, e que só serviu para a detenção recorde de ativistas - os dois mandatários defenderam posições semelhantes, definidas em encontros realizados meses antes.Sarcozy e Lula também negociam pessoalmente a renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira afinal, os modelos Mirage - que também são franceses - estão quase explodindo sozinhos - o que não me entristece nem um pouco.Em uma das várias visitas que fez ao Brasil, Sarcozy; além de adocicar as revistas de fofoca com imagens da primeira dama Carla Bruni; chegou a declarar que estava fechada a venda dos caças Rafale para o Brasil.A imprensa francesa aplaudiu a operação comercial já que desde o desenvolvimento do modelo pela empresa Darsso, nenhuma unidade foi comercializada, o que ergue suspeitas sobre a aeronave.Nunca franceses e brasileiros estiveram tão unidos porém...

A SAAB, desenvolvedora do modelo de combate Grippin; e os norte americanos produtores do F aguma coisa; protestaram contra o governo brasileiro.Sim, eles estavam na disputa pela venda de caças para a F.A.B.A celebração precoce do presidente francês se desfez em justificativas frajutas por parte dos governos dos dois países e o processo de escolha foi, aparentemente; reaberto sendo desta vez, acompanhado de perto pela mídia.A Aeronáutica aponta a proposta francesa como a melhor estruturalmente, enquanto na área de finanças a oferta da sueca SAAB é tida como a mais agradável.É provável que o acordo militar LULA/OBAMA aproxime a proposta dos caças norte-americanos, que podem ser vistos em prática nos céus da Palestina, libertando bombas israelenses...

Enfim, eu me empolguei e fugi do assunto mas não tanto quanto vocês pensam.O programa nuclear brasileiro está sob as saias francesas não só por isso, os dois países estão desenvolvendo também submarinos nucleares, ou seja, você peixe ou pescador, podem se deparar com um objeto metálico altamente destrutivo esbarrando em algum coral ou sendo fiscado por algum anzol - não resisti a piada.Finalmente, os tubarões que se divertem mutilando surfistas no recife, encontraram um inimigo a altura, quero dizer, bem acima da altura.

Por defender internacionalmente a utilização pacífica da energia nuclear, o Brasil também se coloca favorável ao programa iraniano que se anuncia com intenções semelhantes.Há quem diga que a postura do Itamarati se baseia em interesses comerciais, o que em partes está certo mas, creio eu que a diplomacia tupiniquim cresce tentando garantir os projetos atômicos futuros dos próximos presidentes brasileiros.

Logo logo, nos mares estarão circulando grandes máquinas radioativas, torço para não ver mísseis semelhantes acompanhando os passáros nos céus das mais distintas regiões do planeta...

O mesmo Renato Dias de Sousa.

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