Boa noite....será?É um tanto estranho escrever uma série de coisas, lançando-as no universo infinito da internet sem ao menos ter a certeza de que algum navegador a deriva vai estacionar sua atenção para ler tudo o que você diz.Esse sentimento é ainda mais forte quando a função do blog é realmente dar vazão a tudo o que se acumula na minha cabeça, são idéias, pensamentos, coisas que se alojam e se trancam no escuro, enfim: muitas coisas.
A questão fundamental desse caldeirão de pensamentos é que quando eu concluo um texto eu me desfaço dele horas depois.Meus olhos me enganam quando leio e acho que tudo isso não passa de uma besteira e me pergunto sobre o motivo pelo qual faço tais coisas.Muitas vezes desenvolvo coisas que inicialmente me parecem cheias de beleza e significado mas, por culpa de circunstâncias obscuras eu acabo por internar tais textos em alguma gaveta qualquer, recheada de variedades abandonadas aguardando por uma readoção.Não sei dizer se são poesias ou simples textos, não costumo classificar e nem mesmo gostaria que alguém fizesse, talvez alguns possam se tornar música um dia quem sabe.São palavras reunidas com a intenção de expressar algo, seja amor ou paixão, òdio ou decepção e muitas vezes todas essas sensações se unem num processo da mais miraculosa alquimia psicológica.
Quando alguém me elogia, obviamente transborda nos encanamentos de meu sistema de saneamento mental, um orgulho pequenino suficiente para enxer um sorriso sincero.Não falo de menções ao físico, coisas do tipo: ah você é bonito, falo de considerações mais significativas que tragam até mim novas opiniões sobre o conjunto que eu realmente sou.Roupas e cortes de cabelo são momentanêos, são características maquiadas para fotos e posês, são meros ìdolos para os quais se atribui falsa fé.Acredito que o ser humano edifica a si mesmo através de seu comportamento, seu ponto de vista e suas ideologias afinal, cada um tem para si uma constituição, seja ela baseada na inexistência de regras ou na aceitação e submissão daquelas que lhe são impostas.
Eu ainda acredito naquelas coisas que transformam a juventude num período folclórico, tema de teses sociológicas, composições e coisas do ramo.Eu me esforço para me manter apaixonado por todas as coisas que me motivam, as causas, as pessoas, as amizades e as histórias.Eu acredito que sou um cara capaz de provocar sorrisos e me sinto muito feliz por isso, tenho a sensação de que; de alguma forma; estou transmitindo coisas boas, muitas delas acreditam que eu sou realmente um palhaço mas há quem diga que os palhaços são tristes e que por trás daqueles sorrisos há olhos que escondem suas lágrimas.Parece que as coisas boas estão adoecendo feito as flores mortas pelo concreto.
"Um homem vai ao médico.Diz que está deprimido.Que a vida parece dura e cruel.Conta que se sente só num mundo ameaçador, onde o que se anuncia é vago e incerto.O médico diz: O tratamento é simples.O grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite.Vá ao show.Isso deve animar você.O homem se desfaz em lágrimas e diz: Mas doutor...eu sou o Pagliacci."
Watchmen.
O encanto enferruja sobre a chuva de lágrimas...
Renato Dias, abatido pelo luto de ver tantas vidas escorrendo em meio a enxurrada.
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