1.Introdução:
Manchetes estonteantes para a economia nacional anunciam em alto e bom som: a produção em série de cerébros em lata cresce e projeções para o setor são as "melhores possíveis".
Meus caros leitores desconhecidos, retorno ao blog num período de efervescência popular em cada canto desta nação continental.Pelas ruas e botecos, lares e departamentos só se fala "naquilo".Foi dada largada a grande pataquada demagógica, conhecida popularmente como eleição.As portas da democracia brasileira se abrem mais uma vez para que os brasileiros e as brasileiras se manifestem, é a hora do voto meu povo!Vamos reeleger os Coronéis que fazem deste país a prova de que falar de futuro torna cada vez mais aceitável respirar o passado.Está na hora de elegermos os novos atores e atrizes desta grande pornoxanxada congressual.
Inaugurei este texto falando sobre as eleições porque na grande mídia já é constante a presença dos principais candidatos a um espacinho na grande orgia democrática que são os cargos eletivos deste país.Com a oficialização das principais candidaturas surgem declarações estrondorosas recheadas de promessas.Os atletas que disputarão a corrida até o planalto já apresentam suas "prioridades" em caso de serem os primeiros a cruzarem a linha de chegada, onde repousa uma fita de "imbecis" segurada por 200 milhões de brasileiros.Alguns dizem que vão investir mais na saúde, outros na educação, há quem queira criar novos ministérios e extinguir outros tantos enfim, não falta retórica abstrata, somente ações concretas.
Falando de planalto temos três nomes que tem ocupado um espaço considerável na mídia.Pelo PT vem Dilma Roussef em seu poçante sessentista todo recauchutado nos moldes da aerodinâmica do novo século.Superando os receios dos mais ortodoxos integrantes de sua equipe, mostrou que também sabe ultrapassar seus adversários pela direita e pelo centro e não somente pela esquerda como pensaram os cronistas do esporte político.Ela não vem só e traz como co-piloto o atual bi- campeão Luis Inácio Lula da Silva que mostrou aos Senhores do Engenho econômico que sua estrela não é vermelha mas sim de ouro.Após lançar dúvidas sobre as suas virtudes na pista a ex-ministra garante que vai correr como o atual campeão para garantir o topo na próxima curva.
Munido de sua pôse intelectual vem o candidato Tucano José Serra que aposta nas características animalescas de seu partido para alçar vôo sobre as máquinas adversárias.Ele, que orgulhosamente conduziu a corrida até os placares mais recentes; se mantém indiferente a aproximação da pupila lulista Dilma Roussef e aposta no velho calhambeque 94-2002 de motor FHC que, em sua saudosa época chegou a derrotar o protetor da arquirival de seu aluno.Serra aposta em novas manobras para superar seus adversários e dispara declarações cheias de eufemismo para confundir o bom senso de seus telespectadores.A aposta do clâ bom de bico vem a toda velocidade disparando ações judiciais contra a corredora petista.Ele se orgulha do bom desempenho nos torneios paulistas onde derrotou os rivais em várias temporadas.
No retrovisor dos corredores que tem protagonizado o Grande Prêmio da Eleição avança um nada discreto veículo esverdeado.A misteriosa motorista não é nada mais nada menos que Marina Silva: a Capitâ Planeta do ùltimo século.Ela conhece bem cada uma das mentes que pensam a campanha de sua rival neo-petista Dilma Roussef afinal, Marina consta entre os bem intencionados fundadores da equipe trabalhista que abalou o proletariado tupiniquim.Marina vem armada de propostas ecologicamente corretas e sua máquina é movida pelo desejo de manter de pé o verde que inspirou a sua equipe.Ela não se esqueceu de seu passado na escuderia rival mas acelera crente de que a sinceridade no volante vale mais do que o continuismo e a ignorância conservadora que comandam os carros rivais.Ao que parece podemos ter um novo vencedor após anos em que tucanos e petistas bulinaram o troféu, ou será que dossiês e passados obscuros vão mandar alguns dos corredores embora mais cedo?
Deixando de lado a minha velha ironia venenosa volto a justificar a função deste posto e dos próximos que virão sob a guarda do mesmo título.Diante da valorização do ensino técnico pelos candidatos ao planalto me vejo inclinado a abordar a transformação da educação em um processo industrial de fabricação de mão de obra.A educação sob o ponto de vista de quem cursou o sistema público, cada vez mais defasado.
Enfim, até mais.
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