sexta-feira, 11 de junho de 2010

A primeira, a única, a ùltima.

Relatório inglês aponta: esta é a ùltima copa no continente africano.

Boa tarde desconhecidos leitores, eu estive distante da internet durante um longo período por uma razão muito simples: falta de conexão, por motivos até então ocultos e porque não obscuros enfim, senti saudades e mais uma vez o leque de assuntos que serão tratados futuramente é extenso, prometi pra mim mesmo que dentro de poucos dias, meses e anos concluirei os projetos mais urgentes com relação ao blog.

Como eu disse anteriormente tenho em mãos uma diversidade de assuntos extensa, muitos deles ainda não se tornaram vítimas do ostracismo comum portanto, são mais do que atuais.Eu vou dissertar sobre a Copa do Mundo FIFA que na sua edição atual desembarcou em solo africano.Ainda ontem tivemos uma abertura simbólica do evento enquanto na manhâ de hoje para os brasileiros; para os sul-africanos o sol já se aproximava do horizonte nesta hora; a partida inaugural entre os anfitriões e a seleção mexicana deu início oficial a competição que; de acordo com os ingleses; deve ser a primeira, a única e a ùltima em todo o continente, isso graças a famosa pobreza que aflige a região.

A situação de vulnerabilidade social em que se encontra o continente africano integra a ampla lista de clichês mundiais.Qualquer discussão sobre a principal nação; que hoje abriga a copa; começa com introduções breves sempre acentuadas com referências diretas ao grande número de portadores de AIDS, insegurança e a violência consequente e a pobreza; tão consequente quanto os dois problemas anteriores.A própria FIFA conhece os problemas do país sede da sua Copa e se não sabia a ´partir de hoje está mais do que devidamente informada acerca do assunto, já que uma consultoria inglesa elaborou um relatório nada òbvio onde listou os problemas da Àfrica do Sul, concluindo que está economicamente inviabilizada a realização de uma nova edição do mundial nas terras que; no passado; forneceram a mão de obra que deu solidez ao luxo europeu.

O documento também banca de vidente apontando problemas futuros que devem ser apresentados pela Copa de 2014, a ser realizada em solo tupiniquim.A consultoria não pensou duas vezes em decretar que num futuro não tão distante, as copas também serão banidas da america latina, só porque eu já imaginava um evento fifa em solo chavista.Enfim, ironias a parte a questão central é que as próximas copas terão como lares as nações européias, já que a cada nova edição o evento perde seus traços esportivos, ganhando uma vocação mais arrecadatória e midiática.Entre a edição anterior e a atual a FIFA depositou em seus milhares de cofres cerca de quatro bilhões de dollares, o que é muito dinheiro sem dúvida alguma.

Os custos de um evento como a Copa pesam mais no orçamento de nações como Àfrica e Brasil do que nos bolsos europeus, já que são economias de poderio distinto e desigual mas, ainda é muito cedo para que os precoces pensadores da especulação decretem a inviabilidade de outras nações dos dois continentes abrigarem o evento.Por mais que nos dois países a presença constante da corrupção amedronte os famintos dirigentes da FIFA, as chances dos mundiais fracassarem por concreto e por completo são pequenas - afirmo isso com base na versão africana de organização, aguardemos pela brasileira.A copa da África foi uma sacada política importante para o futebol mundial - FIFA - já que historicamente, até o esporte foi vítima da segregação racial que revoltou não só os sul-africanos mas também todo o mundo.Inicialmente, eu imaginei que com a escolha da Àfrica o "Ford" do futebol decidirá por mudanças na realização da copa, optando por mundiais mais próximos do restante do mundo deixando as palacianas arenas européias.A Copa é do mundo por mais que oficialmente pertença a Fifa, e não pode ser gerida por meros interesses econômicos.Brasil e Àfrica devem ser vistos como prova de que seus continentes são capazes de realizar as grandes disputas do esporte global, o mundo não é mais o mesmo e por mais que o poder dos "mesmos" ainda seja forte já não é tão grande, e neles já é possível ver o pôr do sol.Um fator curioso e; se analisado de maneira preciptada; revanchista me deixou os pensamentos em ciranda: pela primeira vez o bloco dos colonizados sediará um evento elaborado pelos colonizadores.

Que seja praticado o futebol com jogadores e bola, não com políticos e empresários de mídia fascinados por lucros imediatos.

Renato Dias, despertei para o futebol e torcerei pelos Bafana Bafana.

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