sexta-feira, 22 de outubro de 2010

HUMANOS TAMBÉM MOFAM:

Efusividade a meia noite...

Sozinho num quarto bem iluminado.
Vibra a janela com os golpes de vento frio.
Não ouso observar a penumbra gelada, reinante do lado de fora.
Os movimentos cada vez mais lentos.
Escorrem os pensamentos entediados.
Me levam a escrever isso sem crer nem saber ao certo o que faço agora
Não me importo com definições científicas.
O que quero de mim mesmo é uma vida.
Agora observo, nada vejo senão restos.
Os restos do que nunca existiu, será eu mesmo?
Não sei e nem sei.
Para que saber eu díria, e após a vírgula me arrependeria.
Poderia ser hipocrisia para os mais céticos.
Aí vem um foda-se destes cheios de orgulho, chegam a saltar gotas de saliva.
Momentos lunáticos típicos dos cancerígenos do horóscopo.
Por essas e outras é que costumo folhear revistas desinteressantes na grande maioria das páginas.
Em resumo.
Sou um ser humano qualquer, poderia ser corajoso pela efusão mas muitas vezes falamos dos nossos medos para que alguém nos ofereça apoio.
Assim somos, assim sou.
Movido por uma crença pagâ, na esperança agonizante por um mundo melhor
Mas não só de esperança me alimento, também luto.
E fico próximo da desistência quando ligo a televisão.

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