Ainda falando sobre o ENEM desta vez vou me agarrar à cobertura das manifestações e atos menores contra “os erros na elaboração e na aplicação do exame”.Mais uma vez a mídia jogou sujo publicando textos e matérias que tinham por vontade apenas macular o movimento que saiu às ruas nos ùltimos dias.Por diversas vezes foi dito que as passeatas não eram contra o ENEM em si – por mais que eu; particularmente; veja erros sistemáticos na prova – mas, em favor de uma atenção maior à tudo o que está relacionado à educação neste país e; consequentemente; contra o descaso dominante.
Alguns jornalistas de uma ética profissional péssima, apostaram grande em manchetes garrafais quase sempre composta de duas palavras muito significativas “CONTRA ENEM”.Ao folhear um jornal qualquer um imbecil poderia se deparar com uma manchete dessas e; “em favor dos mais pobres”; condenar os manifestantes como se todos fossemos um bando de riquinhos contrários ao ENEM.O movimento em si não é contra a prova, isso ficou claro mas alguns péssimos jornalistas insistiram nisso, provando que em pleno século XXI a mídia não é inparcial, muito menos democrática.
Não sabemos se a intenção dos respectivos jornais era; de alguma forma; atingir o atual governo; ainda mais após a vitória no ùltimo pleito.O Estado de São Paulo; por exemplo; é Serrista e ferido com a eleição de Dilma poderia muito bem alfinetar a gestão petista com os textos que sujaram a intenção das passeatas.Me entristece tão conceituado marca jornalística apelar para um golpe tão sujo, não sou petista e muito menos estou satisfeito com o resultado da eleição – e estaria em depressão se o carequinha vencesse – mas, usar os estudantes como arma para ferir uma vitória democrática é deixar claro que não se trata de um jornal ético.
Renato Dias,texto originalmente escrito no dia 15 de Novembro.
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