domingo, 14 de agosto de 2011

Um esboço de amor

Ela

Do corpo moreno a abrir caminho

Dos olhos achocolatados e dos lábios tentadores

Um convite ao paraíso sem retorno

Pensei tê-la cativa nestas mãos

Só minha...

Mas descubro no correr dos dias

Que sou eu quem mal respiro longe do mesmo ar

à percorrer os pulmões daquela escultura feminina

Da qual faço verso

Deslizo tua relva intíma de seda

Me perco como quem recusa o resgate

Uma navegação por mares neblinados

na qual tuas palavras com tão pouco

me tornam teu amado

e no teu leito embarco

para horas de loucura

enroscado em ti

nua e crua.

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