Ela
Do corpo moreno a abrir caminho
Dos olhos achocolatados e dos lábios tentadores
Um convite ao paraíso sem retorno
Pensei tê-la cativa nestas mãos
Só minha...
Mas descubro no correr dos dias
Que sou eu quem mal respiro longe do mesmo ar
à percorrer os pulmões daquela escultura feminina
Da qual faço verso
Deslizo tua relva intíma de seda
Me perco como quem recusa o resgate
Uma navegação por mares neblinados
na qual tuas palavras com tão pouco
me tornam teu amado
e no teu leito embarco
para horas de loucura
enroscado em ti
nua e crua.
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