sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Porque nem tudo tem nome ou sentido

Sabe, vou lhe confessar uma coisa dessas que se vê pouco à solta por aí.Coisa essa de manifestação simples e gratuita, que tem num gesto sua representação mais impactante e exige de quem a propaga uma ùnica condição.Esta bem que pode ser mui custosa a quem não tem com ela muita intimidade mas, levando-se em conta a sua boa vontade meu adorado leitor e amigo, não tarda sua adaptação à essa donzela desnuda cujo corpo é um monumento de beleza espiritual.Falo da Sinceridade, é ela quem aciona os motores do maior símbolo humano e agora já sinto que é hora de tornar confessa a força da qual falo: Alegria, força essa que tem no Sorriso sua revelação mais transparente.

Há entre os homens intensos embates reflexivos sobre as faces com as quais apresenta-se a Alegria, será ela breve ator sobre o palco ou constante personagem da vida, carregando consigo o nome de Felicidade. Eu já não me pergunto sua identidade e nem entrego a ela tais dúvidas mundanas, prefiro fazer dela uma amiga à caminhar comigo por aí nas ruas e nas vielas, levando seus gestos de levante aos que encontram no silêncio seu sustento.Ela não aliena, ao contrário do que pensam aqueles cegos pela seriedade.A Felicidade liberta como quem arranca da cela seus encarcerados, acariciando-lhes a alma açoitada pela solidão que é outra; feito a tristeza; dessas colhedoras de lágrimas e de dor.

Ah meu caro colega, o asfalto esquecido pela noite perde todo o calor deixando os homens na dependência de sua coletividade.Agora veja você que observa estas linhas, desvie teus olhos desta tela de luz sintética e vire-se para o mundo.Caso esteja trancado seja por paredes de alvenaria, seja por medo dessa vida; procure uma brisa e guie-se através dela até a janela mais próxima.Sentirá os perfumes humanos e mundanos do sangue urbano e combustível que pulsa lá fora sem controle.Agora você será convidado a procurar a porta e talvez esta se mostre mais confusa e complexa porém, você pode cruzá-la sem medo pois tudo o que viu te espera lá fora e no fundo, seu espírito procura sair mas o zíper que liberta esse invólucro epidérmico corre ao longo das suas costas e nunca seus braços pareceram tão curtos.Vos digos com a autoridade de quem procura aliar-se sempre à felicidade que agora tu és forte, és grande e seus braços podem bem romper com esse casulo e daí para a porta nada te impede.

Da porta em diante o mundo se deita em torno de ti e apresenta-se como ele é, mistíco e vil, escuro e real mas, o horizonte guarda algo que você naturalmente procura: a mudança.Seus pés ganham vida própria e marcham triunfantes sobre toda a apatia que se anuncia.És você quem vai com firmeza em busca dos seus sonhos, da sua liberdade de respeitar seus desejos mais profundos, de fugir dos cadeados em torno dos quais você teoricamente cresçeu.Lá estão seus anseios mais instintivos que agora batem às portas da sua consciência e exigem entrada, você sorri e curiosamente se depara com uma placa que diz "Bem vindo à Felicidade"

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