Tão intensos o que me causas que mal posso colar palavras para descrevê-lo.
Quando sorri leva com os lábios toda minha graça para longe, perco-me todo e não encontro na terra firme raiz fecunda para sustentar-me.
Quem és para me ter assim de forma tão pura?
O que abriga neste corpo de forma tal que-a desejo sem fome?
Vou me recolhendo aos teus pés,colhendo pedaços mil para construir o que sou aos teus olhos.
Quando-a vejo com tua pele de nuvens coberta num jardim sem fim de flores belas, só posso pendurar em meu rosto rude e ferido um sorriso, seguido dos meus braços abertos prontos para receber toda sua dor.
Dor de peito aberto num mundo tão senil.
Venha cá venha, sente-se aqui ao meu lado e mire as estrelas que refletem teus olhos lá no céu escuro.
Seus medos nada são agora senão sobras do seu passado de grandiosidade enclausurada.
A partir de agora és livre.
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