Quem me dera ter o dom de pescar palavras aqui dentro, capturá-las nos céus nebulosos deste pensamento tão tempestuoso e arrastá-las em segurança até a primavera de meu peito, aonde guardo cada gesto teu em segredo e desvelo, para que jamais permita a vida registrar nestes olhos as lágrimas dos teus.
Não fui talhado em jeito de amor e prosa, meu vocabulário é uma selva densa de alvenaria emaranhada, prédios apontados para a alma aonde estão sepultados todos os meus eus, pois não sou um único feito de uma essencia ímpar.
Perturba-me a honra de estar nos pensamentos de outro ser, individual e único repleto de dilemas.Meus gestos se perdem e minha orientação restrita torna-se ausente, deixo-me a deriva num oceano bravio de ondas que saltam e giram,engolem e levam pra longe. Então, me devolvo a superfície e me vejo tão pequeno, insignificante e sonhador.Tão nada que empreendo todo meu ser em coisas que somem na imensidão calada, então mergulho no reflexo que o espelho me oferece todas as manhâs e questiono: quais os motivos que me fizeram assim? Poderia abrir a janela e num grito exaurir minha alma cativa num gesto de liberdade mas, gestos são mais representativos do que manifestações concretas do que se deseja verdadeiramente ser ou fazer, então de nada adiantaria berrar feito um Livre se disso nada sei, senão que estou tão longe de sê-lo.
Mas acima de tudo, o importante é estar aqui diante de mim e assim testemunhar quem sou, e vislumbrar nas brechas do futuro o que estou construindo agora.
Eu.
Não fui talhado em jeito de amor e prosa, meu vocabulário é uma selva densa de alvenaria emaranhada, prédios apontados para a alma aonde estão sepultados todos os meus eus, pois não sou um único feito de uma essencia ímpar.
Perturba-me a honra de estar nos pensamentos de outro ser, individual e único repleto de dilemas.Meus gestos se perdem e minha orientação restrita torna-se ausente, deixo-me a deriva num oceano bravio de ondas que saltam e giram,engolem e levam pra longe. Então, me devolvo a superfície e me vejo tão pequeno, insignificante e sonhador.Tão nada que empreendo todo meu ser em coisas que somem na imensidão calada, então mergulho no reflexo que o espelho me oferece todas as manhâs e questiono: quais os motivos que me fizeram assim? Poderia abrir a janela e num grito exaurir minha alma cativa num gesto de liberdade mas, gestos são mais representativos do que manifestações concretas do que se deseja verdadeiramente ser ou fazer, então de nada adiantaria berrar feito um Livre se disso nada sei, senão que estou tão longe de sê-lo.
Mas acima de tudo, o importante é estar aqui diante de mim e assim testemunhar quem sou, e vislumbrar nas brechas do futuro o que estou construindo agora.
Eu.
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