Os teus olhos assisto enquanto devoras-me
Mastiga parte por parte em rosnados de fome
Explora-me por inteiro feito um cão que fareja o cio
Caça-me na selva de lençóis emaranhando meu corpo no teu
O que tanto persegue com as presas cravadas em mim?
Sinto-lhe chovendo sobre meu caldeirão fervente
Na névoa ascendente perco-me nas viagens em que me leva
Para tão longe que a superfície se mostra rara
E só me reconheço diante do teu suspiro cantado
Anunciando o delírio da madrugada.
Renato Dias de Sousa, tudo o que um dia será um livro.
Mastiga parte por parte em rosnados de fome
Explora-me por inteiro feito um cão que fareja o cio
Caça-me na selva de lençóis emaranhando meu corpo no teu
O que tanto persegue com as presas cravadas em mim?
Sinto-lhe chovendo sobre meu caldeirão fervente
Na névoa ascendente perco-me nas viagens em que me leva
Para tão longe que a superfície se mostra rara
E só me reconheço diante do teu suspiro cantado
Anunciando o delírio da madrugada.
Renato Dias de Sousa, tudo o que um dia será um livro.
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